Sistema harmônico tonal

Harmonia tonal

O Sistema Tonal se desenvolveu no período barroco e seus principais teóricos foram Gioseffo Zarlino, Jean-Philippe Rameau e Hugo Riemann. As músicas tonais são baseadas no conceito de atração entre a sétima e a oitava (nota tônica) da escala, portanto, nas escalas menores ocorre a alteração na sétima nota para que o intervalo de sétima menor passe a ser de sétima maior. Consequentemente, o acorde formado a partir da quinta nota escala (dominante) deixa de ser um acorde menor passando a um acorda maior. Além disso, os conceitos de Tônica, Dominante e Subdominante são observados.

Gioseffo Zarlino

A harmonia baseada em terças sobrepostas se estabeleceu definitivamente no século 16. Nessa época, destacavam-se os estudos do italiano Gioseffo Zarlino. Sua teoria, com data de 1558, define os modos maior e menor, consonância perfeita e imperfeita, e está apoiada em bases rigorosamente matemáticas.

Jean-Philippe Rameau

Em 1722, a publicação do Tratado de Harmonia, de Jean-Philippe Rameau, recebeu críticas por parte dos que se utilizavam da prática do baixo contínuo, por ter acrescentado conceitos como inversão de acordes e baixo fundamental.

Hugo Riemann

Hugo Riemann, em 1887, tornou pública, seu estudo de teoria funcional, pretendendo construir um sistema capaz de compreender e de apresentar uma notação simplificada para a linguagem harmônica que aumentava sua complexidade desde o período clássico.

Baixo contínuo

O “baixo contínuo” é uma técnica para composição que se baseia em uma visualização harmônica das notas graves, para dar sustentabilidade tonal ininterrupta às composições e com surgimento no período barroco. Os estudantes desta época aprendiam esta técnica para ampliar a capacidade criativa para composição e também para interpretação, já que era dada ao músico a liberdade de escolher, dentro do arranjo, a nota numerada ou cifrada que iria executar.

Essa iniciativa para formalização do estudo teórico da harmonia, chamada de baixo numerado ou cifrado, era a notação do baixo contínuo feita colocando números e alterações que indicavam a formação do acorde a ser realizado partindo da nota mais grave. A numeração indicava os intervalos sobrepostos ao baixo, ou seja, o próprio acorde. Porém, essa teoria, mesmo tendo sido tão estudada e praticada, ainda não era a “teoria da harmonia” propriamente dita porque não analisava a sucessão dos acordes, que é feita dentro do contexto tonal, e não tratava do encadeamento entre eles do ponto de vista da condução de suas vozes; limitando-se à quantidade de notas e seus intervalos relacionadas ao som do baixo.

Harmonia Tradicional

Harmonia tradicional é a harmonia sob uma ótica plena do ponto de vista da escrita musical, ou seja, uma prática de análise dos conceitos harmônicos sem separá-los do conceito musical como um todo. A escrita, em pauta musical, de eventos como passagem, apojatura, retardamento, bordadura, antecipação e escapada, permanece envolvida no contexto da visualização dos caminhos da condução das vozes. Este aspecto metodológico passou a fazer parte de um conceito “tradicional” da harmonia, com tendência a focar sua aplicação na música de concerto de origem européia, todavia, a “harmonia tradicional” tem um horizonte de aplicação renovado dentro do crescente número de orquestras de câmara que surgem em reação ao declínio das grandes orquestras causado, sobre tudo, pela dificuldade em mantê-las.

Resumidamente, o que se pode afirmar é que o material tradicional da teoria da harmonia permanece em uso nos conceitos musicais modernos jazzísticos e similares do século XX, porém, voltada para a aplicação em instrumentos modernos e na simplificação prática, ao custo de uma uniformização da textura resultante, limitado-a na melodia única, na harmonia em blocos e na extrema diminuição do uso da escrita musical em pauta.

Harmonia Seccional

Harmonia seccional é a visão de que as escalas pertencem aos acordes, facilitando o ensino da improvisação exposto pelos manuais americanos de jazz e semelhantes. Nela, uma escala dó ré mi fá sol lá si, é analisada assim: dó, mi, sol e si são a fundamental, a terça, a quinta e a sétima do acorde, respectivamente, a nota ré é chamada de nona do acorde, fá é a décima primeira, lá a décima terceira e o, com suas variações intervalares.

TRABALHO EM REVISÃO

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