Desenvolvendo a Dança Escolar no Ensino Fundamental II

Autora: Érica Ferreira de S. B. de Paula – Profª de Educação Física

O professor de Educação Física deve estar ciente de que a criança do Ensino Fundamental II tem a necessidade de viver experiências que possibilitem o despertamento e aprimoramento de sua criatividade e capacidade interpretativa. Isso se dá por meio de atividades que favoreçam a sensação de alegria, utilizando-se de aspecto lúdico, para que a partir daí, ela possa retratar e canalizar o seu humor, seu temperamento, em fim, seu comportamento de maneira geral através da liberdade de movimento, expressão e desenvolvimento. Essas experiências podem ser desenvolvidas por meio da Dança aplicada na Educação Física Escolar (CARBONERA E CARBONERA, 2008).

Para o ensino da dança, há que se considerar que o seu aspecto expressivo se confronta, necessariamente, com a formalidade da técnica para sua execução, o que pode vir a esvaziar o aspecto verdadeiramente expressivo. Nesse sentido, deve-se entender que a dança como arte não é uma transposição da vida, senão sua representação estilizada e simbólica. Mas, como arte, deve encontrar os seus fundamentos na própria vida, concretizando-se numa expressão dela e não numa produção acrobática. (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 58).

A Dança tem um universo de possibilidades de aplicação tal, que oferece aos educadores uma flexibilidade muito ampla na utilização da Dança na aula de Educação Física Escolar. A variedade de estilos dançantes e de movimentos ligados a esses estilos proporcionam combinações de números expressivos colocando diante do professor um grande leque de conteúdo a ser ensinado na instituição escolar. (NASCIMENTO, 2011).

Leite (2012, p.33) afirma que “a Dança no ambiente escolar não deve priorizar a realização de movimentos corretos e perfeitos”, mas deve ter como base a aplicação dos elementos técnicos simplificados sem ter a excelência na prática da dança como objetivo de resultado imposto ao aluno. Deve ainda estimular e proporcionar a prática da improvisação e da busca por movimentos livres onde o aluno seja também criador dos movimentos e da dança e não apenas mero reprodutor de ensinamentos repetitivos e desgastantes que acabam por desestimular o aluno a praticar a Educação Física por meio da Dança Escolar.

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