Aquarela – análise harmônica

Autores: Toquinho / V. de Moraes / Maurizio Fabrizio / Guido Morra

http://www.toquinho.com.br

Tonalidade para estudo: Sol maior

Introdução 2||: G | G/B | C | C/D :||voz||: G | G/B | C | C/D :|| (4X)

|| Em | – | C | F | G | G/B | C | C/D | – ||

||: G | D | C | C/D | G | D | C | C/D | G | B7 | Em | A7 | C/D | – :|| Ao início

G: I da tonalidade de Sol maiorEm: VIm (vi) da tonalidade
G/B: I com a terça no baixo (1ª inversão)F: Acorde de empréstimo modal (AEM) – bVII de Sol menor
C: IV da tonalidade Sol maiorB7:V7/vi – dominante secundário
C/D: IV/V (híbrido) ou D47(9) – V7/I – dominante primárioA7: V7/V – dominante secundário
D: V grau da tonalidade sol maior

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo;
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo;
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva;
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel;
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.

Vai voando, contornando a imensa curva norte-sul;
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul;
Pinto um barco a vela branco navegando;
É tanto céu e mar num beijo azul.

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená;
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar;
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo;
E se a gente quiser ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida;
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida;
De uma América a outra consigo passar num segundo;
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro;
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.

E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar;
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar;
Sem pedir licença muda nossa vida;
Depois convida a rir ou chorar.

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá;
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar;
Vamos todos numa linda passarela;
De uma aquarela que um dia enfim descolorirá.

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo que descolorirá;
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo que descolorirá;
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo que descolorirá.

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As relações entre economia, tecnologia e desenvolvimento humano na Idade Moderna e na Idade Contemporânea

Fatos e dificuldades predominantes nas relações humanas, a verdade no “pós-verdade”, a pós-modernidade e suas consequências

Antropologia, Ética e Cultura

O início da Idade Moderna, nos século 15 e 16, chamado de Renascimento, destaca-se pela retomada do humanismo (o homem como centro), fazendo com que a ralação entre governo e sociedade tomem novos horizontes. A ideia de valores humanos começam a tomar consciência coletiva ao passo que a queda do Império Romano faz enfraquecer conceitos impostos durante a Idade Média no tocante aos aspectos da relação do ser humano com Deus e com o sistema dogmático religioso.


Na Idade Moderna a igreja e a ciência enfrentaram dificuldades para ajustar suas visões diferentes de vida humana, tendo a ciência uma busca por avanços tecnológicos para o bem do ser humano, inclusive na sua saúde, enquanto a igreja buscava o fortalecimento da mensagem de submissão do homem a Deus e nos seus representantes eclesiásticos. Ainda na Idade Moderna, houve uma valorização das produções científicas e culturais.


Com a queda do feudalismo a burguesia passa a ocupar um papel de crescimento na Idade Moderna. A expansão do comércio desestrutura o sistema feudal e a busca por enriquecimento passa a se concentrar nos esforços burgueses de ampliação de seus lucros comerciais estabelecidos nas cidades.

O significado de burguesia na Idade Moderna se diferencia do significado na Idade Média porque os burgos, detentores de cidadania com seus privilégios sociais, políticos e econômicos, eram também submissos à nobreza feudal, porém, esses mesmos burgos excluíram a nobreza das funções públicas e passaram a dominar a relações sistemáticas das cidades.

Esse novo sistema burgues moderno passou a crescer juntamente com o capitalismo. Então, todas as relações de valor científico, tecnológico e cultural produzidas na Idade Moderna crescem regidas pelo novo modelo econômico, ou seja, pela burguesia moderna.

Dentro do processo de enfraquecimento do poder da igreja nas relações humanas na idade moderna, destaca-se como fato importante a Reforma Protestante ocorrida no século 16 colocando diversos questionamentos relacionados à representatividade divina impostas pelos líderes eclesiásticos e da relação, principalmente financeira, deles com a população. A Reforma Protestante teve como principal representante o monge alemão Martinho Lutero, que publicou 95 teses voltadas para a crítica à venda de indulgências (perdão divino) praticada pela igreja.

Os parâmetros da ciência moderna foram consolidados por René Descartes, filósofo matemático francês dos séculos 16 e 17, e por Isaac Newton, físico, astrônomo e matemático inglês que viveu nos séculos 17 e 18, e que foi o descobridor dos segredos da gravidade.


No século 18 aconteceu a Revolução Industrial, com a substituição da mão de obra humana pelas máquinas industriais, aconteceu também o movimento intelectual europeu chamado Iluminismo com o apoio da burguesia com interesses comuns entre pensadores e burgueses, que eram o de promover mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. No mesmo século aconteceu a criação do Estado moderno com base nesses conceitos democráticos.

Os conceitos liberais “penso logo existo” e “ter define o ser”, estabelecidos ainda na Modernidade, somados aos ideais democráticos de liberdade, igualdade e fraternidade estabelecidos no mundo ocidental na transição para a Contemporaneidade, opõem-se aos sistemas de governos absolutistas que se fortaleceram no pós feudalismo burgues e no enfraquecimento da igreja no período histórico chamado Modernidade (1453-1789).

Na Idade contemporânea, com os ideais democráticos em fortalecimento, destacam-se na ciência: a psicologia, com Freud descobrindo o inconsciente humano; a sociologia, analisando a sociedade no pós Revolução Industrial; e a antropologia, analisando o choque entre as culturas após a colonização da América.

Na Idade Contemporânea surgiu o imperialismo econômico e o forte investimento em potencial militar, paralelamente com o surgimento do nacionalismos e dos movimentos coletivistas como o comunismo e o anarquismo. Também na Contemporaneidade se buscam caminhos para a solidificação da organização social. Ocorre ainda que o ser humano se torna cada vez mais individual na busca por um espaço no mundo da competição por ter melhor poder aquisitivo, tendo em vista que o ter é fundamental para o homem bem sucedido na Modernidade.

A competitividade acontece também entre grupos sociais, cidades, estados, países, regiões, ou seja, sempre há concorrência entre indivíduos, grupos ou sociedades. A concorrência se dá pela melhor oportunidade, seja para vender produtos, serviços, projetos, etc., ou também para comprar com melhores condições, pois o que se compra também pode ser transformado e vendido com valores agregados.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita em 1948, é um documento marcante da Idade Contemporânea. Ele propõe a universalização do entendimento de ser humano e o respeito às diferenças diversas existentes no contexto das relações humanas. Ela é declarada após duas guerras mundiais ocorridas no século 20 (1914-1918 e 1939-1945). Com base nos direitos humanos surgem diversos conflitos no século 20 confrontando antigos conceitos que a sociedades não tratavam, ou ignoravam.


A economia no século 20, a partir de 1989, cria a globalização fazendo uma relação mundial do capital financeiro. Junta-se à globalização o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (TIC) facilitando as relações financeiras internacionais e as relações humanas, consequentemente, por meio das redes sociais, dos aplicativos, sites, blogs, etc.

Na Contemporaneidade Pós-moderna, ou “modernidade líquida”, o tratamento da verdade sofre um processo de manipulação da informação na internet, tal como acontece no rádio e na televisão, de onde surge o termo “pós-verdade”, com referência ao fenômeno da verdade na qual se acredita (acredito, logo é verdade), ainda que não seja verdade, de fato. Nesse sentido, a pós-verdade se firma na relativização da verdade, na banalizando de dados e capacidade de envolvimento emocional.

As notícias falsas (Fake News), as verdades alternativas e as mentiras enquadram-se no conceito de pós-verdade. Embora a ideia de verdade segundo o interesse não seja novidade, o meio pelo qual ela é explorada atualmente faz com que pareça ser um fenômeno novo.

O enfoque sobre as pessoas assimilarem conteúdos a partir de um processo de memorização e percepção seletivas, de acordo com seu repertório de convicções, está presente nas teorias de comunicação que buscaram, no século passado, desvendar os caminhos da persuasão. MEDEIROS, 2017, p. 23.

As consequências são diversas em todo esse contexto de “fake news” e “pós-verdade”, ou simplesmente mentiras, podendo influenciar dramaticamente no cotidiano de uma pessoa, de uma família, grupos sociais e até mesmo de lideranças de países contribuindo para um perigo global. Então, cabe a cada indivíduo refletir muito antes de publicar notícias falsas e de acreditar na informação por conveniência. Porém aí está umas das grandes dificuldades de todos os tempos, propor a todos a busca da verdade pelos fatos.

Apresentar convicções com base em desinformações pode ser compreensível, mas oferece riscos. Quando ninguém acredita mais que exista uma verdade, ou algo aproximado, quando o que vale é simplesmente acreditar na sua própria razão, parece que a verdade está sendo abolida ou expulsa da convivência social. MEDEIROS, 2007, p. 25.

As consequências sociais deste contexto são inquietantes. Na política, o enfraquecimento da noção e do valor da verdade é um perigo para a sociedade. O roteiro previsível aponta para o acirramento da intolerância e para o estímulo ao totalitarismo. MEDEIROS, 2007, p. 25.

REFERÊNCIAS


CASTRO, DANIEL SANTOS DE. Isaac Newton. Infoescola. Disponível em: https://www.infoescola.com/biografias/isaac-newton/. Acesso em 26 de março de 2020.
FRAZÃO, DILVA. Isaac Newton. Ebiografia. Disponível em https://www.ebiografia.com/isaac_newton/. Acesso em 26 de março de 2020.
MEDEIROS, ARMANDO. A era da pós-verdade: realidade versus percepção. Os perigos da indiferença à verdade. Pág. 23-25. Revista Uno. Mattavelli Gráfica e Editora. São Paulo, março 2017. http://www.revista-uno.com.br.
PEDROSO, CRISTINA CINTO ARAÚJO. ROCHA, JULIANA CARDOSO DE MELO – Língua brasileira de sinais. Batatais, SP : Claretiano, 2013.
PORFÍRIO, FRANCISCO. “René Descartes”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/rene-descartes.htm. Acesso em 26 de março de 2020.
SAIONETI, LEANDRO. Revista Superinteressante. Editora Abril. O que foi a Reforma Protestante? 2018. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-foi-a-reforma-protestante/. Acesso em 26 de março de 2020.

SÓ HISTÓRIA. O Iluminismo – Pensadores e características. Virtuous Tecnologia da Informação, 2009-2020. Disponível em
http://www.sohistoria.com.br/resumos/iluminismo.php. Acesso em 26 de março de 2020.
WIKIPÉDIA, A enciclopédia Livre. Burguesia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Burguesia. Acesso em 26 de março de 2020.
ZARZALEJOS, JOSÉ ANTONIO. A era da pós-verdade: realidade versus percepção. Comunicação, Jornalismo e “fact-checking”. Pág. 11-13. Revista Uno. Mattavelli Gráfica e Editora. São Paulo, março 2017. http://www.revista-uno.com.br.

Garota de Ipanema – análise harmônica – estudo de harmonia

Garota de Ipanema

Letrista: Vinícius de Moraes

Compositor: Tom Jobim

Tonalidade: Fá maior

Modulações para Sol bemol maior e Mi maior

Compasso binário simples

2 F7M | – | G7(13) | – | Gm7 | C7(9) | F7M | C7(9) :||: F7M | – | G7(13) | – | Gm7 | C7(b9) | F7M | Gb7(#11) | F7M | / | G7(13) | – | Gm7 | C7(9) | F7M | – | Gb7M | – | B7(9) | – | F#m7(9) | – | D7(9) | – | Gm7(9) | – | Eb7(9) | – | Am7 | D7(b9) | Gm7 | C7(b9) || F7M | – | G7(13) | – | Gm7 | Gb7(#11) | F7M | C7(9) :|| F7M | Gb7(#11) | F7M | Gb7(#11) | F7M | Gb7(#11) | F7M | Gb7(#11) | F7M ||

F7M: I7M da tonalidade Fá maiorGb7(#11): SubV7/I, dominante substituto
G7(13) : V7/V – dominante secundárioEb7(9): bVII7(9), AEM
Gm7: IIm7 da tonalidade Fá maiorD7(9): V7/II, tonalidade Fá maior
C7(9): V7/I – dominante primárioEb7(9): bVII7(9), AEM
C7(b9): V7/I – dominante primário com nota alteradaB7(9): V7/I – modulação em Mi maior
Am7: IIIm7 da tonalidade Fá maiorF#m7(9): IIm7(9) – modulação em Mi maior
Gb7M: I7M – Modulação em Sol bemol maiorD7(9): V7/II – dominante secundário
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
A caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado
É mais que um poema
É a coisa mais linda
Que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho
Se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

Análise Harmônica da Garota de Ipanema PDF

Agozarlatino. Garota de Ipanema – Tom Jobim. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=pUdnWMaysJs – Acesso em 27 de junho de 2020.

Instituto Antônio Carlos Jobim. Acervo A. C. Jobim. Disponível em http://www.jobim.org/jobim/. Acesso em 27 de junho de 2020.

Chediak, Almir. Harmonia e Improvisação II. Editora Lumiar – 5ª edição revisada.

Guest, Ian. Harmonia Aplicada à Música Popular. 1º Semestre – Manuscritos Ian Guest.

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Restaurante Kafundó Nature, Piraí, Rio de Janeiro, interior Sul-fluminense, RJ145

O RESTAURANTE KAFUNDÓ NATURE é uma excelente opção para quem quer almoçar com variedade em comida feita no fogão a lenha, num ambiente agradável e com atendimento nota dez. O restaurante atende de segunda a domingo, possui amplo estacionamento e está localizado entre Piraí e Barra do Piraí, na RJ 145, numa região de clima muito agradável. 

Resposta ao questionário Fórmulas de compassos e figuras de valores musicais

FÓRMULAS DE COMPASSOS E FIGURAS DE VALORES MUSICAIS
Resposta corretas do questionário para autoavaliação

1 – O que são compassos?
a – São fórmulas para organização das notas musicais em espaços de tempo.

2 – Quais os tipos de compassos?
c – Binário, ternário e quaternário.

3 – Os compassos são divididos em dois grupos. Quais são eles?
d – Simples e compostos.

4 – Em forma de que os compassos são escritos?
d – Em forma de fração.

5 – Numerador e denominador representam o que?
c – O numerador representa a quantidade de tempos dentro do compasso, e o denominador representa a figura de valor em cada tempo.

6 – Da fração 2/4 (dois por quatro) podemos dizer que:
d – É uma fórmula, ou signo, de compasso binário simples.

7 – Qual algarismo representa (no numerador) um compasso quaternário composto?
d – 12

8 – Qual algarismo representa (no numerador) um compasso ternário simples?
a – 3

9 – O compasso quaternário composto é representado por qual número no numerador da fórmula de compasso?
d – 12

10 – Analisando a parte do estudo acima que trata das fórmulas de compassos, podemos afirmar que:
c – O compasso quaternário possui quatro tempos, ou pulsos.

https://juarezbarcellos.wordpress.com/2015/04/25/formulas-de-compassos-e-figuras-de-valores-musicais/

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A pluralidade cultural no ensino da música

Pluralidade cultural se refere basicamente à variedade de costumes e crenças que são apresentadas dentro de uma coletividade. Os costumes e crenças são resultantes das vivências familiares, sociais, religiosas, etc., que se encontram e se fundem na escola; para o bem e para o mal.

Os “costumes” podem ter um sentido amplo e complexo se analisarmos seus aspectos geradores. Tomando como exemplo dois adolescentes: um que não tem o hábito de ler, embora seus pais tenham formação acadêmica e tenham que ler com frequência; e outro, que lê habitualmente, todavia seus pais têm apenas o ensino médio e não têm muito gosto pela leitura. Esses dois adolescentes estarão juntos em uma classe escolar apresentando diversos costumes diferentes e semelhantes oriundos, ou não, de suas vivências familiares.

As crenças podem estar associadas a diversos aspectos sociais podendo ser religiosos ou não. Por exemplo, muitos jovens acreditam que determinados gêneros musicais representam sua classe social e assim lhes serve como um tipo de escudo social. Outros vêm em pequenos grupos (tribos) uma forma de fugir de suas realidades e assumirem novas identidades sociais, seja para se sentirem protegidos ou em evidência.

Essa “pluralidade cultural” se mostra um desafio para professor porque exige dele a compreensão de seus diversos aspectos e origem, pois só assim ele saberá lidar com as manifestações dessa pluralidade que acontecem em sala de aula.

Dentro do Ensino da Música é possível implementar várias ações para que o respeito à pluralidade cultural seja efetivo na escola. A primeira ação se dá com o próprio educador respeitando essa pluralidade. Por exemplo, quando um aluno manifesta sua admiração por um determinado gênero musical e é preciso que o professor exponha os aspectos históricos e técnicos sobre ele. Deverá expô-los respeitosa e cautelosamente para que o aluno não se sinta ofendido ou humilhado no caso de os aspectos serem negativos.

Outra ação que pode ser utilizada é a valorização da particularidade do aluno para o crescimento coletivo. Trabalhar músicas que sejam das preferências dos alunos pode ajudar à classe a respeitar e valorizar algo que é muito importante e representativo para o seu próximo.

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A necessidade do domínio da língua portuguesa para atender ao mercado de trabalho

A falta de habilidade para escrever e falar corretamente é um problema que atinge, tanto aos profissionais que buscam se encaixar no mercado de trabalho, quanto as empresas que buscam profissionais com essa capacidade. Além disso, os profissionais atuantes nas mais diversas áreas também estão carentes de revisão na sua forma de escrever e falar, pois até mesmo nos níveis acadêmicos de forte expressão há uma notável dificuldade no domínio da língua portuguesa. Todavia, o acesso ao conhecimento e seu compartilhamento por meio da internet torna-se um aliado para todo profissional que quer aperfeiçoar-se buscando uma melhor compreensão e, consequentemente, melhor uso da língua portuguesa, tanto para escrever, quanto para falar.

A falta do hábito da leitura de livros, jornais, artigos, etc. é um dos fatores que fazem com que o profissional se distancie a cada dia mais da boa prática da língua portuguesa. Não é novidade que a leitura é de extrema importância para pôr em prática o conhecimento adquirido e ampliar o domínio das normas que compõem a língua formal. A volta aos livros, às pesquisas e aos cursos específicos proporcionam ao profissional, empregado ou não, a possibilidade de atualizar-se, recompor em sua memória conteúdos esquecidos, e, até mesmo, aprender normas que foram deixadas para trás ao longo de sua trajetória escolar. Vale ressaltar a contribuição negativa proporcionada pela má qualidade do ensino no Brasil, que se reflete na formação e preparação dos alunos para a vida e para o mercado de trabalho.

Obviamente, fatores como a falta de hábito da leitura e deficiências no ensino do conteúdo da língua formal geram profissionais desabilitados para a boa prática da língua portuguesa escrita e falada, implicando em dificuldades, tanto no acesso ao mercado de trabalho, quanto no bom rendimento e aproveitamento de oportunidades oferecidas dentro das próprias empresas para profissionais enquadrados. Partindo dessa verdade, o profissional tem a real necessidade de buscar o domínio da língua portuguesa formal para a sua prática em escrita e fala, e, então, atender às demandas impostas nas oportunidades oferecidas pelo mercado de trabalho.

A relação entre dinheiro e ética

Todas as pessoas precisam de dinheiro para sua sobrevivência, principalmente no tempo do chamado capitalismo financeiro e do consumismo. Produtos e serviços de todos os tipos e valores são oferecidos massivamente pelos veículos de comunicação para todas as classes sociais. Para facilitar o acesso a esses produtos e serviços, os bancos oferecem seus empréstimos e financiamentos a juros altos maquiados por boa propaganda.

Partindo desta necessidade de ter o dinheiro para sobreviver nesse contexto, ou se adequar a ele, surgem os meios para se adquirir os recursos financeiros. Então, as pessoas passam a se relacionar com as fontes geradoras, e é neste ponto que surge a relação entre dinheiro e ética. Muitas dessas fontes podem fugir às noções éticas proporcionando, por meios escusos, benefícios indevidos que colocam o beneficiário às margens da legalidade, portanto, sujeito ao rigor das leis.

Por isso, toda pessoa deve preservar os valores éticos para todos os propósitos, inclusive na relação com o dinheiro.

Editor de partitura para Linux

O editor de partitura que eu uso há alguns anos é o MuseScore, ele é um software livre que atende muito bem as necessidades de quem quer trabalhar com partituras das mais variadas formas, pois, possui um amplo leque de recursos. A questão é que para instalar no Linux é preciso um pouco de paciência. Eu utilizo um Linux Mandriva, e com os resultados das pesquisas feitas na internet achei que seria impossível utilizá-lo no Mandriva. Então resolvi fazer um contato direto com o Suporte MuseScore, e tive resposta rápida (menos de 48 horas) e objetiva nos termos:
Oi Juarez,
Obrigado por entrar em contato conosco.
Você pode instalar o MuseScore 2.0.3 através do AppImage. https://musescore.org/en/handbook/install-linux#AppImage

Confesso que, mesmo seguindo as orientações, não consegui, pois, estava cometendo um pequeno erro numa das páginas. Pedi ajuda de um colega que trabalha com computação, com experiência em Linux, então ele seguiu as orientações do link acima e concluiu para mim. Já estou a cinco meses utilizando o MuseScore no Linux Mandriva da mesma forma que usava no Windows.

Forte abraço.

Tosse com engasgo noturno

Juarez Barcellos - Jaqueira

Em meados de Fevereiro deste ano (2013) fui surpreendido por um sintoma noturno assustador que me levou a passar sete noites com medo de morrer. Inicialmente era só tosse causada por pigarro, mas rapidamente se transformou em engasgo assustador; passei a dormir sentado em cadeira e beber muita água, pois ela fazia descer da minha garganta alguma substância que causava tosse e, consequentemente, o engasgo. Numa noite fiquei tão tenso tentando controlar a tosse e o engasgo, que o medo de desmaiar passou a ser outra preocupação. Consultei-me com seis médicos, tomei xaropes de carbocisteína, maleato de dexclorfeniramina+betametasona, fiz nebulização, usei Decadrom injetável, fiz raio x dos pulmões , eletrocardiograma e ecocardiograma, assim descobri que tenho a válvula aorta bicúspide, mas isso não vem ao caso.

Dos seis médicos, três me recomendaram procurar um otorrino, e um deles diagnosticou doença do refluxo, aconselhou-me a consultar um gastroenterologista e alegou não poder receitar nenhum medicamento, pois naquele momento eu não estava em crise. Consultei-me com um gastro, ele me receitou omeprazou  (doze dupla|80mg/dia) depois de minha forte insistência e de afirmar que um clínico geral havia diagnosticado doença do refluxo, pois o mesmo afirmava que não eram sintomas de tal doença, então ele me encaminhou para um otorrinolaringologista e pediu uma endoscopia. Eu já estava tomando omeprazou há dois dias receitado por outro médico que confiou no diagnóstico dado pelo clínico, porém ainda não era a doze certa para o tratamento (doze dupla).

O otorrino afirmou imediatamente que eram sintomas de doença do refluxo (DRGE), mandou permanecer com com o omeprazol em doze dupla durante trinta dias, no mínimo, falou sobre a dieta que eu já estava fazendo, recomendou levantar um pouco a cabeceira da cama, fez uma vídeo laringoscopia, porém não teve boa visualização; então pediu uma tomografia computadorizada, pois a tosse fortíssima poderia ter causado algum dano. Nessa consulta tive a percepção de estar diante de um profissional competente, tanto pela capacidade técnica, quanto pela humildade de não subestimar o paciente, que, nos dias atuais, tem diante de si uma ferramenta de pesquisa extremamente democrática e riquíssima, que é a internet.

Concluindo: após uma semana fazendo uso do omeprazol em doze dupla (80 mg/dia, 40 pela manhã e 40 a tarde), não tive mais crise; tomei esta doze durante sessenta dias e estou a sessenta dias usando a 40 mg/dia (20 mg pela manhã e 20 mg a tarde). Mudei a forma de me alimentar, passei a fazer pequenas refeições a cada três horas  e não me deito antes de duas horas após ter feito uma refeição. Emagreci oito quilos em dois meses e ainda estou quatro quilos acima da minha média, todavia, posso desenvolver meus projetos em paz. 

Atualização em 09/08/2013: depois dos sessenta dias com 80mg (40 pela manhã e 40 a tarde) e noventa com 40mg (20 pela manhã e 20 a tarde), passeia usar somente 20mg a tarde. Não tive mais crise e estou muito bem.

Graças a Deus! Um agradecimento especial à minha esposa Érica por ter cuidado de mim!

Este relato é acessado todos os dias, por isso, decidi anexar parte de um estudo científico sobre o assunto para dar maior esclarecimento ao leitor. Leia atentamente:

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: revisão ampliada 

Ary NASI1, Joaquim Prado P. de MORAES-FILHO2 e Ivan CECCONELLO1  (p. 4 do arq. e 337 da obra)

Há tendência em tratar os pacientes com diagnóstico de esofagite com IBP*, em dose plena*, por 6 a 12 semanas. Alguns autores propõem administração de dose dobrada (o dobro da dose plena) para as esofagites de maior gravidade (graus III e IV de Savary-Miller ou C e D de Los Angeles).”

* IBP, sigla para Inibidores da bomba protônica (Omeprazol, Lansoprazol, Pantoprazol, Rabeprazol e Esomeprazol).

* IBP Dose plena diária: Omeprazol 40 mg // Pantoprazol 40 mg (quadro 2, p 4). Para ambos, a dose dobrada é 80 mg por dia. em duas tomadas, manhã e tarde,

“Em estudo baseado em revisão sistemática de literatura, todos os IBP foram melhores que a ranitidina e o placebo na cicatrização da esofagite.” 

“A história natural da DRGE ainda não é bem compreendida. De fato, embora os sintomas sejam crônicos e muitas vezes recorrentes, usualmente a esofagite não progride com o passar do tempo. Assim, apenas pequena proporção (menos de 15% dos pacientes sem esofagite ou com esofagite leve) progride para graus mais avançados da doença. Vale salientar que cerca de 80% dos pacientes com DRGE apresentam recidiva dos sintomas nos seis primeiros meses de interrupção do tratamento  medicamentoso. Nos casos em que é requerido o tratamento de manutenção, este deve ser feito utilizando-se IBP, empregando-se a dose mínima eficaz para controle dos sintomas.”

“O grande problema com o tratamento clínico da DRGE não é controlar os sintomas, mas sim manter os pacientes assintomáticos a longo prazo.”

“Visa o alívio dos sintomas, a cicatrização das lesões e a prevenção de recidivas e complicações. Do ponto de vista prático, objetiva-se reduzir o potencial agressivo do conteúdo gástrico, minimizando a agressão representada pelo ácido clorídrico do suco gástrico. Pode-se classificar a abordagem terapêutica em medidas comportamentais e farmacológicas, que deverão ser implementadas simultaneamente.” 

QUADRO 1 – Medidas comportamentais no tratamento da DRGE:

• Elevação da cabeceira da cama (15 cm).
• Moderar a ingestão dos seguintes alimentos, na dependência da correlação com os sintomas: gordurosos, cítricos, café, bebidas alcoólicas, bebidas gasosas, menta, hortelã, produtos de tomate, chocolate.
• Cuidados especiais para medicamentos potencialmente “de risco”: anticolinérgicos, teofilina, antidepressivos tricíclicos, bloqueadores de canais de cálcio, agonistas beta adrenégicos, alendronato.
• Evitar deitar-se nas 2 horas após as refeições.
• Evitar refeições copiosas.
• Redução drástica ou cessação do fumo.
• Reduzir o peso corporal (emagrecimento).

v. 43 – no.4 – out./dez. 2006 Arq Gastroenterol p.337 – Disciplinas de 1 Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia e 2 Gastroenterologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Felicidade a todos, espero que tenha contribuído.

Visite também:  http://drauziovarella.com.br/   http://www.abcdasaude.com.br/    http://saudedigestiva.blogspot.com.br/


Veja a postagem original (4 de junho de 2013) com mais de duzentos comentários:
https://juarezbarcellos.wordpress.com/2013/06/04/tosse-com-engasgo-noturno/
Leia também o relato da Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa:
https://juarezbarcellos.wordpress.com/2014/08/26/tosse-coqueluche/

Tosse com engasgo noturno

Juarez Barcellos - Jaqueira

Em meados de Fevereiro deste ano (2013) fui surpreendido por um sintoma noturno assustador que me levou a passar sete noites com medo de morrer. Inicialmente era só tosse causada por pigarro, mas rapidamente se transformou em engasgo assustador; passei a dormir sentado em cadeira e beber muita água, pois ela fazia descer da minha garganta alguma substância que causava tosse e, consequentemente, o engasgo. Numa noite fiquei tão tenso tentando controlar a tosse e o engasgo, que o medo de desmaiar passou a ser outra preocupação. Consultei-me com seis médicos, tomei xaropes de carbocisteína, maleato de dexclorfeniramina+betametasona, fiz nebulização, usei Decadrom injetável, fiz raio x dos pulmões , eletrocardiograma e ecocardiograma, assim descobri que tenho a válvula aorta bicúspide, mas isso não vem ao caso.

Dos seis médicos, três me recomendaram procurar um otorrino, e um deles diagnosticou doença do refluxo, aconselhou-me a consultar um gastroenterologista e alegou não poder receitar nenhum medicamento, pois naquele momento eu não estava em crise. Consultei-me com um gastro, ele me receitou omeprazou  (doze dupla|80mg/dia) depois de minha forte insistência e de afirmar que um clínico geral havia diagnosticado doença do refluxo, pois o mesmo afirmava que não eram sintomas de tal doença, então ele me encaminhou para um otorrinolaringologista e pediu uma endoscopia. Eu já estava tomando omeprazou há dois dias receitado por outro médico que confiou no diagnóstico dado pelo clínico, porém ainda não era a doze certa para o tratamento (doze dupla).

O otorrino afirmou imediatamente que eram sintomas de doença do refluxo (DRGE), mandou permanecer com com o omeprazol em doze dupla durante trinta dias, no mínimo, falou sobre a dieta que eu já estava fazendo, recomendou levantar um pouco a cabeceira da cama, fez uma vídeo laringoscopia, porém não teve boa visualização; então pediu uma tomografia computadorizada, pois a tosse fortíssima poderia ter causado algum dano. Nessa consulta tive a percepção de estar diante de um profissional competente, tanto pela capacidade técnica, quanto pela humildade de não subestimar o paciente, que, nos dias atuais, tem diante de si uma ferramenta de pesquisa extremamente democrática e riquíssima, que é a internet.

Concluindo: após uma semana fazendo uso do omeprazol em doze dupla (80 mg/dia, 40 pela manhã e 40 a tarde), não tive mais crise; tomei esta doze durante sessenta dias e estou a sessenta dias usando a 40 mg/dia (20 mg pela manhã e 20 mg a tarde). Mudei a forma de me alimentar, passei a fazer pequenas refeições a cada três horas  e não me deito antes de duas horas após ter feito uma refeição. Emagreci oito quilos em dois meses e ainda estou quatro quilos acima da minha média, todavia, posso desenvolver meus projetos em paz. 

Atualização em 09/08/2013: depois dos sessenta dias com 80mg (40 pela manhã e 40 a tarde) e noventa com 40mg (20 pela manhã e 20 a tarde), passeia usar somente 20mg a tarde. Não tive mais crise e estou muito bem.

Graças a Deus! Um agradecimento especial à minha esposa Érica por ter cuidado de mim!

Este relato é acessado todos os dias, por isso, decidi anexar parte de um estudo científico sobre o assunto para dar maior esclarecimento ao leitor. Leia atentamente:

DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO: revisão ampliada 

Ary NASI1, Joaquim Prado P. de MORAES-FILHO2 e Ivan CECCONELLO1  (p. 4 do arq. e 337 da obra)

Há tendência em tratar os pacientes com diagnóstico de esofagite com IBP*, em dose plena*, por 6 a 12 semanas. Alguns autores propõem administração de dose dobrada (o dobro da dose plena) para as esofagites de maior gravidade (graus III e IV de Savary-Miller ou C e D de Los Angeles).”

* IBP, sigla para Inibidores da bomba protônica (Omeprazol, Lansoprazol, Pantoprazol, Rabeprazol e Esomeprazol).

* IBP Dose plena diária: Omeprazol 40 mg // Pantoprazol 40 mg (quadro 2, p 4). Para ambos, a dose dobrada é 80 mg por dia. em duas tomadas, manhã e tarde,

“Em estudo baseado em revisão sistemática de literatura, todos os IBP foram melhores que a ranitidina e o placebo na cicatrização da esofagite.” 

“A história natural da DRGE ainda não é bem compreendida. De fato, embora os sintomas sejam crônicos e muitas vezes recorrentes, usualmente a esofagite não progride com o passar do tempo. Assim, apenas pequena proporção (menos de 15% dos pacientes sem esofagite ou com esofagite leve) progride para graus mais avançados da doença. Vale salientar que cerca de 80% dos pacientes com DRGE apresentam recidiva dos sintomas nos seis primeiros meses de interrupção do tratamento  medicamentoso. Nos casos em que é requerido o tratamento de manutenção, este deve ser feito utilizando-se IBP, empregando-se a dose mínima eficaz para controle dos sintomas.”

“O grande problema com o tratamento clínico da DRGE não é controlar os sintomas, mas sim manter os pacientes assintomáticos a longo prazo.”

“Visa o alívio dos sintomas, a cicatrização das lesões e a prevenção de recidivas e complicações. Do ponto de vista prático, objetiva-se reduzir o potencial agressivo do conteúdo gástrico, minimizando a agressão representada pelo ácido clorídrico do suco gástrico. Pode-se classificar a abordagem terapêutica em medidas comportamentais e farmacológicas, que deverão ser implementadas simultaneamente.” 

QUADRO 1 – Medidas comportamentais no tratamento da DRGE:

• Elevação da cabeceira da cama (15 cm).
• Moderar a ingestão dos seguintes alimentos, na dependência da correlação com os sintomas: gordurosos, cítricos, café, bebidas alcoólicas, bebidas gasosas, menta, hortelã, produtos de tomate, chocolate.
• Cuidados especiais para medicamentos potencialmente “de risco”: anticolinérgicos, teofilina, antidepressivos tricíclicos, bloqueadores de canais de cálcio, agonistas beta adrenégicos, alendronato.
• Evitar deitar-se nas 2 horas após as refeições.
• Evitar refeições copiosas.
• Redução drástica ou cessação do fumo.
• Reduzir o peso corporal (emagrecimento).

v. 43 – no.4 – out./dez. 2006 Arq Gastroenterol p.337 – Disciplinas de 1 Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia e 2 Gastroenterologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Felicidade a todos, espero que tenha contribuído.

Visite também:  http://drauziovarella.com.br/   http://www.abcdasaude.com.br/    http://saudedigestiva.blogspot.com.br/

Leia também o relato da Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa:


Veja a postagem original (4 de junho de 2013) com mais de duzentos comentários: https://juarezbarcellos.wordpress.com/2013/06/04/tosse-com-engasgo-noturno/
Leia também o relato da Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa:

Luz de óleo acesa no Peugeot 206

Este é apenas um relato de um problema que foi resolvido sem gastos desnecessários, algo que acontece quando se procura um mecânico desonesto, ou despreparado.

No início deste mês (junho de 2014) fui ao posto onde sempre faço a troca de óleo do meu Peugeot 206, porém, o refio de óleo estava em falta. Caí no erro de trocar o óleo sem trocar o refio. Três dias após, a luz do óleo começou a piscar, e permanecer acesa em marcha lenta. Fiquei preocupando, principalmente com a pressão da bomba de óleo. Procurei uma oficina próxima à minha casa e ao relatar o fato de trocar o óleo, porém não o refio, logo o mecânico disse: troca o refio. O auxiliar achou que seria inútil, mas obedeceu. Imediatamente após a troca o problema foi resolvido; parou de acender, ou piscar a luz de óleo.

O refio estava muito sujo, o carro já havia rodado mais de 10.000 Km com ele. Aliás, não deveria rodar tanto sem trocar o óleo. Lições aprendidas, não voltarei a cometer esses erros.

Tive susto, ma o meu gasto foi apenas com a compra do refio, pois não me cobraram a troca. Fiquei grato a eles pela honestidade e atenção imediata. 

Tosse Coqueluche

Este é um relato de Isabel Amaro sobre a “tosse coqueluche”. Destaco em seu relato as três fases da doença e o fato de ser contagiosa.

Gostaria de partilhar que a coqueluche (tosse convulsa, pertussis, whooping cough, tos ferina) está surgindo de novo em todo mundo – também conhecida como a tosse dos 100 dias. Há muito material brasileiro que podem consultar. Infelizmente em Portugal ninguém reconheceu os meus sintomas (sem ser eu e alguns amigos mais próximos). Criei um site, um blog e uma página no facebook. Há notícias de surtos por todo lado (principalmente nos sítios onde existem médicos elucidados sobre a forma como a doença se manifesta em pessoas que foram vacinadas em criança). Descobriram que a imunidade dada através da vacinação ou da doença não é vitalícia. Todos fomos perdendo imunidade. 80% dos que foram vacinados serão de novo contagiados pois é altamente contagiosa. Nem todos terão consciência disso porque em muitos só se manifestará através de uma tosse (até podem só transmitir a bactéria).
Dizem que 20% têm sintomas que ajudam a detetar os surtos. Esses sintomas têm 3 fases distintas: fase catarral (começa uma tosse que pode ter expetoração esbranquiçada); fase paroxística (onde começam os “ataques” incontroláveis e violentos deixando-nos sem ar e onde muitos fazem um barulho ao inspirar. em inglês esse barulho chama-se “whoop” e daí o seu nome- whooping cough. Dá também sensação de sufoco, eu pensei que fosse morrer sem conseguir respirar) e fase de convalescença (onde começamos a melhorar. nesta fase aparece a tosse tipo engasgo que eu tive e muitos parecem relatar aqui).
Ficava com os olhos cheios de lágrimas, depois dos ataques engolia várias vezes (pq há uma produção excessiva de saliva – descobri no site de um médico inglês). Muitos babam-se, fazem xixi nas calças, podem partir costelas… eu também me lembro de uns espasmos na zona abdominal e de uma espécie de ânsia em vomitar. Muito estranho mesmo!!
Sou professora e descobri outros professores e alunos que revelavam sintomas (alguns como os meus, outros com menos gravidade).
Contagiei o meu marido. Só soube que era coqueluche porque estava a contar que ele pudesse ser contagiado e sabia que mesmo com sintomas menos intensos era muito provável. Ele nunca tossiu de noite (ao contrário de mim). Parece que passou da 1ª fase para a 3ª. Quando ele começava com a tosse de engasgo começava a rir-me dele e dava-me um ataque de tosse com engasgo também (não é que isto tenha piada mas quando ele começou a sentir-se mal eu avisava “estás a ver, deves ter apanhado” e ele dizia que era do ar condicionado).
Falei com o Juarez e fico muito agradecida de ele me ter deixado à vontade de ir partilhando a minha experiência por aqui.
Acredito mesmo que a coqueluche anda por todo lado em força e é muito mais comum do que qualquer um de nós imaginava. Como tal, acredito também que muitos que encontram esta página procurando explicação poderão estar com coqueluche e se começarem a falar com as pessoas à volta (no trabalho, na escola, etc…) vão descobrir o que eu descobri.
Muitos dos adolescentes/adultos que apanham coqueluche não vão ao médico porque geralmente passam mal durante a noite e de dia sentem-se melhor. Mesmo indo ao médico eles não acreditam na severidade da tosse que tentamos explicar (eu já sabia este pormenor, sabia o que tinha e mesmo assim não consegui diagnóstico por forma a que a delegada de saúde fizesse alguma coisa).
Contactei dois especialistas estrangeiros por email, enviei análises feitas e ambos disseram que eu tive coqueluche.
No Brasil penso que vocês terão mais facilidade em “convencer” os médicos mas alerto para o facto de que nem todos estão ao corrente desta situação e não saberão diagnosticar (acontece isto em todo o mundo).
Se quiserem podem consultar o material que juntei:

http://tosseconvulsa.weebly.com/http://tosseconvulsa4u.blogspot.pt/https://www.facebook.com/tosse.convulsahttp://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/635-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/coqueluche/13556-publicacoes-coqueluche  http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/julho/15/Coq-NI-Novas-Recomenda—-es-02-06-2014-FINAL.pdf

Se desconfiarem da coqueluche, tenham cuidado com os bebês. Para eles a doença é extremamente perigosa.

P.S. A tosse que tive, a tal paroxística (de meter medo de morrer) durou cerca de duas semanas. Sabia que não era asma nem alergia (porque conheço como isso é e esta tosse é MUITO diferente).

Tinha as minha dúvidas mas tinha uma forte intuição que era coqueluche. Vi os vídeos, reconheci a “minha” tosse e depois de descobrir outros professores e alunos não me restaram dúvidas. As análises foram feitas para eu conseguir (pensava eu) que a delegada de saúde tomasse medidas. Não tomou! Vamos ver como as coisas se passam em setembro quando a escola começar de novo por aqui em Portugal.

A todos que pensarem que estão a passar por isto, peço que ajudem a passar palavra. Não deixem que morra sequer um bebé com esta doença!

Refluxo em bebê

Resolvi relatar esse probleminha de refluxo que minha filha Bárbara, atualmente com três meses e dezoito dias, teve no seu segundo mês. Ela havia vomitado algumas poucas vezes no primeiro mês, o médico que fez sua primeira consulta, com quinze dias,  disse que só receitaria remédio anti refluxo se caso ela não estivesse ganhado peso, e recomendou observação; e assim fizemos.

No segundo mês ela passou a vomitar com mais frequência, um jato de leite era lançado a meio metro de distância dela.  Embora ela continuasse ganhando peso, resolvemos procuramos ema médica que receitou Domperidona, porém, nossa filha não aceitou, ela vomitava imediatamente após tomar o medicamento, e, obviamente, vomitava o medicamento e o leite que a havia alimentado. Tentamos por dois dias, mas não conseguimos.

Aí nos lembramos que ela era gulosinha desde a noite de seu nascimento, começamos então, a fracionar suas mamadas. Isso porque algumas vezes ela dormia após mamar dez minutos aproximadamente, que nos leva a crer que ela estava satisfeita, outras vezes ela ficava irritada e chorava, mas parava ao trocar de mama e logo dormia, nos levando a crer que aquela mama já estava vazia; porém, algumas vezes ela não dormia e não se dava por satisfeita, queria sempre mais leitinho.

Bárbara em casa 2Atualmente sempre que ela excede o tempo de dez minutos, deixamos mais uns três minutos, no máximo, então ela sai do colo da mãe e vem para o meu, canto alguma música e ela imediatamente para de chorar e fica calminha. Quando eu não estou em casa minha esposa tira ela do peito e anda, e conversa, com ela nos braços pela casa, então em mais dois ou três minutos ela esquece o quanto ela gosta de mamar.

É bom deixar claro que ela está ganhando peso e sempre que acorda de madrugada sussurrando algo que não entendo,  eu me levanto, pego-a nos braços e levo até a mamãe, aí ela chora um pouquinho, minha esposa acorda e dá mamá para ela. Depois de mamar, ela fica meia hora em pé nos braços da minha esposa que me avisa para que eu a leve de volta ao berço que está ao lado da nossa cama (ao meu lado).

Já estamos próximo do quarto mês e nada de sustos com refluxo ou vômitos, graças a Deus!

Espero que, se você tem um bebê que está passando por isso, não substitua o médico pela nossa experiência, mas que ela seja um acréscimo na tua própria.

Que Deus dê saúde ao seu bebê e sabedoria a você, e o que nos desejamos.

Contribua deixando seu relato abaixo.

Bárbara Barcellos – 24/02/2014 – 20:34 h – Hospital Vita V.R.

Os dois primeiros dias

Bárbara Barcellos no primeiro mês

Bárbara Barcellos no segundo mês

 Bárbara Barcellos no terceiro mês

Bárbara Barcellos no quarto mês

Bárbara Barcellos no quinto mês

Bárbara Barcellos no sexto mês

Bárbara no sétimo mês

Bárbara no oitavo mês

Bárbara no nono mês

Bárbara no décimo mês

Bárbara no décimo primeiro e segundo meses

Bárbara com um ano

Bárbara com um ano e seis meses

Bárbara com um ano e dez meses

Bárbara com dois anos

Bárbara com dois anos e meio