Curso de Violão

CURSO DIGITAL INTEGRADO

Seja bem vindo! Siga o curso mantendo contato, tirando dúvidas e enviando seus áudios e vídeos para avaliação. Este curso atende aos alunos de música da Secretaria de Cultura de Piraí -RJ


TÉCNICAS PARA VIOLÃO

Posicionamento das mãos e nomenclatura dos dedos

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O dedo mínimo da mão direita não é usado em técnicas convencionais. O dedo polegar da mão esquerda se apoia na parte oposta àquela em que estão as cordas dando força na digitação dos dedos 1, 2, 3 e 4, dessa mesma mão.
Dedos da mão esquerda: p i m a – polegar, indicador, médio e anelar, respectivamente;
Dedos da mão esquerda: 1 2 3 4 – indicador, médio, anelar e mínimo, respectivamente.

A digitação da mão esquerda é sinalizada utilizando as numerações 1, 2, 3 e 4, para os dedos indicador, médio, anelar e mínimo, respectivamente. A digitação deve ser feita com a extremidade dos dedos, ou seja, as pontas dos dedos.

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Mão direita: os três primeiros desenhos mostram o indicador ferindo a primeira corda, apoiando na segunda, e o polegar ferindo a sexta corda, apoiando na quinta.
Mão esquerda: os três últimos desenhos mostram a digitação com extremidade (ponta dos dedos), curvatura da mão e posicionamento do polegar.

As partes do violão

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O uso da palheta

Para obter um bom desempenho com a palheta, o instrumentista deve utilizar somente a articulação do pulso da mão direita, evitando tornar o braço direito uma alavanca ao movimentar a palheta. Isso lhe proporcionará maior controle muscular e maior ganho de velocidade com menor movimentação mecânica.

A palheta deve ser apertada suavemente entre os dedos polegar e indicador da mão direita, mantendo os demais dedos fechados, porém, sem forçá-los.

O ataque com a palheta se dá com uma angulação de 30º, aproximadamente, em relação à boca do instrumento. Devem-se eliminar possíveis ruídos causados pela palheta ao tocar as cordas e por sensíveis toques inconscientes das unhas da mão direita. Por isso o movimento com a palheta deve ser objetivo e com total percepção de espaço para a movimentação da mesma.

O local apropriado, ou ponto de referência, para usar a palheta é a boca do instrumento (abertura para saída do som), podendo haver variações para obtenção de diferentes timbres. Quando não há boca, (instrumentos de madeira maciça) tem-se uma localização imaginária sugerida pelo próprio desenho do instrumento em relação a ela.

O apoio da mão direita se dá de forma móvel, sem a fixação dos dedos no tampo, o que dificulta o mover da mão como bloco único. A necessidade de apoio se dá naturalmente, por isso o apoio nas cordas, no cavalete ou na ponte, acaba ocorrendo. Nesse caso deve-se utilizar esse apoio apenas como sensorial sem permitir que haja tensão muscular para não limitar o desenvolvimento técnico. 

O movimento muscular é feito naturalmente quando a mão direita inverte o sentido da palheta em relação às cordas (para cima e para baixo). Também nestes movimentos não se devem tencionar os músculos. Ao perceber qualquer rigidez ou tensão muscular ao executar o movimento com a palheta, ou até mesmo dedilhando, deve-se parar o exercício, relaxar e começar novamente.

DIVERSOS DEDILHADOS

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CANÇÕES

Pra não dizer que não falei das flores – Caminhando e Cantando…

Os acordes Am e G (lá menor e sol), são suficientes para iniciarmos, ao violão, alunos de todos as preferências musicais, pois eles fazem parte dos mais variados repertórios e gêneros musicais. A canção “Pra não dizer que não falei das flores” (caminhando e cantando), de Geraldo Vandré, pode ser tocada com esses dois acordes.

Deslize as unhas dos dedos anelar, médio e indicador da mão direita, pelas cordas; ou a palheta seis vezes em cada acorde, até conseguir trocar de acordes com facilidade, ou dedilhe na ordem p i m a m i duas vezes em cada acorde, até trocar de acordes com facilidade.

Os dedos: mão esquerda: 1 (indicador), 2 (médio), 3 (anelar), 4 (mínimo); e mão direita: p (polegar), i (indicador ), m (médio), a (anelar).

3/4     Am      |      %        |        G         |      %         ||

Atenção: Mantenha o andamento ao trocar de acorde.

Que Maravilha – Lá fora esta chovendo…

Os acordes C, Dm, Em e F (dó, ré menor, mi menor e fá) formam os primeiros quatro compassos da melodia da canção ”Que Maravilha”, de Toquinho e Jorge Benjor. Toque com as unhas, ou com a palheta, duas vezes em cada acorde até conseguir  alcançar facilidade, ou dedilhe na ordem p i m a duas vezes em cada acorde, até trocar de acordes com facilidade.

Dedos da mão esquerda: 1 = indicador / 2 = médio / 3 = anelar / 4 = mínimo.  Dedos da mão direita: p = polegar / i = indicador / m = médio / a = anelar. 

2/4      C      |    Dm      |     Em       |      F       ||                                               

Mantenha o andamento, contando 1 2, na troca de acordes.

Palco – Subo nesse palco…

Os acordes aprendidos nos exercícios nº1 e nº2, para violão popular, formam um grupo de seis acordes que são o limite harmônico de grande parte dos gêneros musicais populares; rock, pop, sertanejo, folclórica, etc.. A música “Palco”, de Gilberto Gil, mostra a aplicação deste seis acordes na ordem original em que eles se apresentam dentro de sua escala de formação, chamada “Escala Diatônica”. 

Toque com unhas, ou palhetas, duas vezes em cada acorde ou dedilhe na ordem p i m a uma vez em cada acorde.

4/4 |    C    Dm   |    Em    F    |    G    Am    |

Lenha e Velha Infância

Os acordes C, Dm, Em, F, G e Am, constituem uma formação elementar, na qual, grande parte dos gêneros musicais limitam suas composições. Vamos analisar esse grupo de acordes como tons, podendo ser do modo maior ou do modo menor relativo. 

  • Modo maior: C (dó) é o centro desse grupo; tom Dó maior. 
  • Modo menor: Am (lá menor) é o centro desse grupo; tom Lá menor.

A maioria das músicas começam e terminam com o acorde que dá nome ao tom em que ela foi composta. As músicas “Lenha”, de Zeca Baleiro e ”Velha Infância”, dos Tribalistas, são exemplos perfeitos, elas começam e terminam com os acordes que nomeiam seus tons. Veja os exemplo nos tons  Dó maior e Lá menor:

Lenha – Eu não sei dizer o que quer dizer…              

4/4 |       C           |        G          |       F         |       C          ||

Com palheta ou unhas , toque quatro vezes em cada acorde.

Velha Infância – Você é assim um sonho pra mim…

12/8 |     Am         |       Dm        |       G         |      Am        ||

Dedilhe na ordem p i m a m i, duas vezes em cada acorde. Com palheta, toque quatro vezes em cada acorde, ou doze vezes em cada acorde, alternado palhetadas para baixo e para cima e acentuando as seguintes palhetadas: 1ª, 4ª, 7ª e 10ª.

Leitura de diagramas, cordas a tocar

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ACORDES

Os acordes mais usados e suas aplicações

Acordes maiores – Folclórica, Sertaneja, Pop, Rock, Pop Rock e outros
Acordes menores – Folclórica, Sertaneja, Pop, Rock, Pop Rock e outros
Acordes menores
Acordes maiores com sétima menor (7) – Blues, Bolero, Tango, MPB, Samba, Choro, Pagode, Baião, Xote e outros
ACORDES 05
Acordes maiores com sétima maior (7M) – Jazz, Bossa, MPB e outros
ACORDES 07
Acordes menores com sétima menor (m7) – Blues, Jazz, Bossa, MPB e outros
ACORDES 06
Acordes com 4ª e acordes com 9ª – MPB, Pop Rock e outros

Acordes maiores e menores invertidos – MPB, Pop Rock e outros

ACORDES 03
Acordes menores com sétima maior e com sétima e quinta diminuta – Jazz, Bossa, MPB e outros
ACORDES 08

Acordes com sétima e nona maior – Jazz, Bossa, MPB e outros
Acordes com 7(9)
Acordes com sétima e nona alterada – Jazz, Bossa, MPB e outros
Acordes com nona alterada
Acordes com sétima e décima terceira e acordes Diminutos – Jazz, Bossa, MPB e outros
ACORDES 10
Acordes com sétima e décima terceira menor – Jazz, Bossa, MPB e outros
ACORDES 11
Acordes Sus com quarta, sétima e nona – Jazz, Bossa, MPB e outros
ACORDES 13
Acordes com nona adicionada – MPB, Pop Rock e outros
ACORDES 14
Arquivos para baixar

VIOLÃO E GUITARRA – PARTITURA

Pauta: pode se referir unicamente ao pentagrama (5 linhas e 4 espaços), ou ainda, ao conjunto de espaços e linhas do pentagrama, juntamente com seus espaços e linhas suplementares superiores e inferiores. Ou seja, refere-se a todas as linhas e espaços utilizadas na escrita de uma dada peça musical, ou trecho de alguma. 

O pentagrama e suas linhas e espaços suplementares superiores e inferiores, em todas as claves, recebem os nomes das sete notas naturais, que são as notas que formam as escalas de Dó Maior e Lá Menor, além dessas, existem cinco notas chamadas enarmônicas que recebem nome de notas naturais alteradas com sustenido ou bemol, e são anotadas nas linhas e espaços dessas notas naturais.

Linhas e espaços

Notas Naturais na Clave de Sol e suas localizações no braço do violão

Notas Naturais: Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si
Notas naturais na pauta e no violão até a 15ª casa
Observe atentamente as referências das casas, notas e cordas descritas na imagem acima
As Notas Naturais no braço do violão/guitarra
Escala Diatônica de Dó e Lá menor - desenho com cordas soltas
A imagem acima mostra as notas naturais nas principais localizações

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IMPROVISAÇÃO

Escala Diatônica

A partir de qualquer nota da escala temperada (doze notas) pode-se iniciar uma escala diatônica seguindo seu padrão de estrutura de tons e semitons. Na sexta nota da escala maior começa uma escala que é chamada menor relativa e possui as mesmas notas da escala maior que lhe deu origem, porém são diferentes na estrutura, pois a sexta nota da escala maior é a primeira da menor. Os semitons também mudam de ordem, na escala de Dó maior, os semitons estão da 3ª para a 4ª e da 7ª para a 8ª notas; na escala de Lá menor, os semitons estão da  2ª para a 3ª e da  5ª para a 6ª notas. Além disso, a escala menor sofre alterações que dão origem a duas novas escalas, as menores harmônica e melódica.

Diatônica: prefixo grego dia (movimento através) + sub feminino tônica (primeira nota de uma escala). A palavra diatônica refere-se às escalas maiores e menores do Sistema Tonal, que é o sistema dominante na música ocidental globalizada. É um padrão escalar que se inicia a partir de qualquer uma das doze notas do Sistema Temperado. Esse sistema tem doze intervalos iguais entre si, considerando sua progressão cromática em treze notas, sendo que a décima terceira é a repetição da primeira, porém, com o dobro da frequência (Hz). 

Cinco diagramas para escalas diatônicas

Escala Pentatônica

A escala pentatônica é predominante no folclore europeu e principalmente na música oriental, é uma escala de apenas cinco notas, podendo ser maior ou menor, e de aplicação consideravelmente fácil. A cultura oriental é apresentada ao mundo sob trilhas sonoras de característica pentatônica, em documentários, reportagens, filmes típicos, propagandas de produtos japoneses, etc., portanto, a escala pentatônica, embora seja tipicamente oriental, é familiar aos ouvintes ocidentais. Ela é comumente usada por músicos improvisadores na música contemporânea ocidental, e nisso não há paradoxo, o que ocorre é que a escala pentatônica oferece algumas facilidades tanto para o canto, quanto para execução em instrumentos artificiais, principalmente os de cordas. Sua aplicação na música ocidental ocorre com maior frequência  nos solos de guitarra, pois, desta escala de cinco notas, formulam-se cinco diagramas fáceis de decorar e com diversas possibilidades de combinações e efeitos agradáveis.

Cinco diagramas para Escalas Pentatônicas

Escala Pentatônica de Dó maior e Lá menor

Escala Menor Harmônica

A Escala Menor Harmônica, em relação à menor natural, sofre alteração de meio tom acima na sétima nota, passando de sétima menor (5 tons) para sétima maior (5 tons e meio); alterando também, o intervalo existente entre a sétima e a oitava nota, passando de segunda maior (tom) para segunda menor (semitom).

Cinco diagramas para escalas menores harmônicas

Escala harmônica de Lá menor - Cinco desenhos para improvisação

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HARMONIA

Vídeos curtos sobre intervalos

Sistema de cifragem de acordes

Tríades: análise e estrutura

Primeira tríade em dó maior e seus intervalos (Dó / Mi  e  Dó / sol) 

Dó / mi = terça (três notas: dó, ré, mi) /  t + t = 2 tons / terça maior (não leva cifra) || Dó / sol = quinta (cinco notas: dó, ré, mi, fá, sol) / t + t + st + t = 3 tons e ½ / quinta justa (não leva cifra) || Então temos: Fundamental Dó / Terça com dois tons / Quinta com três tons e meio / Conclusão: C. As estruturas da 1ª, 4ª e 5ª tríades das escalas maiores são sempre de 3ª maiores e quintas justas (1ª = C / 4ª = F / 5ª = G)

Segunda tríade em dó maior e seus intervalos (Ré / Fá e Ré / Lá)

Ré / Fá = terça (três notas: Ré, Mi, Fá) / t + st = 1 tom e ½ / terça menor (cifra m) || Ré / Lá = quinta (cinco notas: Ré, Mi, Fá, Sol, Lá) / t + st + t + t = 3 tons e ½ / quinta justa (não leva cifra) || Fundamental Ré / Terça com 1 tom e ½ / Quinta com três tons e meio / Conclusão: Dm. As estruturas da 2ª, 3ª e 6ª tríade são de 3ª menores e quintas justas (2ª = Dm / 3ª = Em / 6ª = Am)

Sétima tríade em dó maior e seus intervalos (Si / Ré  e  Si / Fá)

Si / Ré = terça (três notas: Si, Dó, Ré) / st + t = 1 tom e ½ || Si / Fá = quinta(cinco notas: Si, Dó, Ré, Mi, Fá) / st + t + t + st = 3 tons || Fundamental Si / Terça com 1 tom e ½ / Quinta com 3 tom e ½ / Conclusão: Bm(b5). A tríade diminuta raramente é usada, o mais comum é o uso da tétrade com quinta diminuta Bm7(b5).

Tétrades: análise e estrutura

Para a formação em tétrade acrescenta-se a sétima (7 ou 7M) às estruturas em tríades. As estruturas da 1ª e da 4ª tríades em tons maiores recebem 7M (sétima maior = 5 tons e ½). As estruturas da 2ª, 3ª, 5ª, 6ª e 7ª tríades em tons maiores recebem 7 (sétima menor = 5 tons).

Conclusão: em Dó maior, das tríades C e F resultam as tétrades C7M e F7M, e das tríades Dm, Em, G, Am e Bm(b5) resultam as tétrades Dm7, Em7, G7, Am7 e Bm7(b5).

Cifragem alfabética de acordes

As cifragens alfabéticas usadas para representar os acordes são: A, B, C, D, E, F e G / lá, si, dó, ré, mi, fá e sol, respectivamente; e suas alteradas enarmônicas que são: A# e Sib, C# e Db, D# e Eb, F# e Gb, G# e Ab. Para discriminar os acordes acrescentam-se-lhes: m, 4, (b5), (#5), 6, 7dim, ou º , 7, 7M, add9, 9, (9), (11), (#11), (b13),  além das inversões e de outras nomenclaturas sinônimas destas.

Tríade: acorde com fundamental, terça e quinta;

Tétrade: acorde com fundamental, terça, quinta e sétima;

Fundamental: primeira nota do acorde, é a nota que dá nome ao acorde;

Terça: nota que diz se o acorde é maior ou menor;

Acorde híbrido: que não possui a terça (estrutura incompleta);

Terça maior: não é cifrada, fica subentendida (neste caso o acorde é maior);

Terça menor: m ou –   anodo após a fundamental (neste caso o acorde é menor);

Quinta justa: não é cifrada, fica subentendida;

Quinta diminuta: (b5) ou -5 (o símbolo º refere-se à quinta e sétima diminutas);

Quinta aumentada: (#5), +5 ou apenas + ;

Sétima maior: 7M ou maj7;

Sétima menor: apenas o 7;

Sétima diminuta: dim., 7dim. ou º (estas cifras subentendem fundamental com terça menor, quinta e sétima diminutas);

Quarta justa: apenas o 4 (acorde Sus – que não possui terça);

Sexta maior: apenas o 6 para acordes maiores e menores;

Nona maior: add9 para tríades completas, apenas o 9 para os demais acordes;

Décima primeira aumentada: (#11) acompanhando a tétrade (corresponde à quarta aumentada uma oitava acima);

Décima terceira: (13) acompanhando a tétrade (corresponde à sexta maior uma oitava acima);

Décima terceira menor: (b13) acompanhando a tétrade (corresponde à sexta menor uma oitava acima).

Intervalos

Inversão de acordes

A inversão do acorde acontece quando a nota mais grave deixa de ser a fundamental e passa a ser a terça, a quinta ou a sétima. Existem outros tipos de inversão em que a nota mais grave não é nenhuma dessas três, eles serão analisados separadamente. As notas do acorde representado pela cifra C (dó maior) são dó, mi e sol(fundamental, terça e quinta); inverter esse acorde significa, basicamente, mudar a ordem para mi, dó e sol (terça, fundamental e quinta), ou sol, dó e mi (quinta, fundamental e terça). 

A tríade C  e a tétrade C7M em estado fundamental  e suas inversões

No estado fundamental, eles têm a nota dó no baixo e as demais notas têm ordem variável. C = dó mi sol  ||  C7M = dó mi sol si  

Na primeira inversão, eles têm a nota mi no baixo e as demais notas têm ordem variável. C/E = mi sol dó  ||  C7M/E = mi sol si dó

Na segunda inversão, eles têm a nota sol no baixo e as demais notas têm ordem variável. C/G = sol dó mi  ||  C7M/G = sol si dó mi

A terceira inversão se aplica somente na tétrade com a nota si no baixo e as demais notas têm ordem variável. C7M/B = si dó mi sol. A terceira inversão não existe nos acordes em tríades, pois esses acordes não possuem a sétima nota partindo da fundamental, que é a quarta nota das terças sobrepostas. Somente os acordes em tétradas possuem essa nota com intervalo de sétima.

Cifras de Acordes Invertidos

Na leitura das cifras dos acordes invertidos, deve-se observar que o nome que está antes da barra é do acorde e o que está depois é da inversão; veja C/G, dó é o acorde e sol é a inversão, neste caso é 2ª inversão (5ª no baixo), a leitura é dó com sol. Para qualquer inversão a leitura da barra / é com, e das cifras, seus nomes correspondentes . Em resumo: C/E lê-se dó com mi, dó com a terça no baixo, ou ainda, dó com a primeira inversão.

Conceitos práticos da inversão

Na prática, essas inversões são analisadas de várias formas, porém, permanece como regra geral, o sentido principal da inversão de um acorde, que é determinar ou alterar a nota que produzirá o som mais grave, dentre as notas desse acorde. Isso  se aplica aos instrumentos polifônicos (que emitem notas simultâneas) e aos monofônicos (que emitem uma nota por vez), desde que, agrupados para formar os acordes. 

Também existe o conceito de “condução de vozes”, que veremos separadamente, que consiste basicamente em interligar os acordes de uma música, ou de um trecho musical, por meio da aproximação das alturas de suas notas; particularmente, este conceito é extremamente difícil de se aplicar no violão quando o objetivo é arranjar melodia e harmonia paralelamente, ou seja, solar e acompanhar ao mesmo tempo. 

Outro fator importante é o número de notas duplicadas no acorde em prática, por exemplo, o acorde sol maior, feito no violão, quase sempre tem  triplicação da nota sol  e duplicação da nota si, nesta ordem: sol, si, ré, sol, si e sol (da 6ª para a 1ª corda);  inverter este acorde pode ser simplesmente eliminar a nota sol (6ª corda), que é a fundamental, tornando a nota si a mais grave desse acorde sol, ou ainda, eliminar as notas sol e si (6ª e 5ª cordas), fazendo com que a nota ré seja a mais grave desse acorde sol.

CAMPO HARMÔNICO

Estudar esse núcleo da harmonia, que é o “campo harmônico”, é fundamental para que o músico tenha maior domínio da sua experiência com a prática dos acordes, todavia eu recomendo para os iniciantes, que se dediquem principalmente ao repertório, pois ele é o campo harmônico em música prática.

A maioria das músicas começam e terminam nos acordes que dão nome às tonalidades sobre as quais elas foram criadas, portanto podemos identificar a tonalidade da canção observando esses acordes (inicial e final). Dessa forma podemos identificar a tonalidade pela harmonia, sem a necessidade de analisar se a melodia tem, ou não, a nota alterada que caracteriza o intervalo de 7M da tonalidade menor (alteração da escala menor harmônica que é visualizada nos primeiros compassos da partitura, geralmente na melodia).

Mesmo nas músicas com harmonias sofisticadas, pode-se observar essa regra do acorde inicial e final, todavia existem exceções, inclusive em canções singelas. A tonalidade, que é também chamada de “tom”, é a escala adotada para uma composição. Porém a palavra “tom” tem maior funcionalidade como referência ao intervalo entre as notas de uma escala. Por exemplo: a distância entre as notas dó e ré é de um tom, ou seja, duas teclas, ou duas casas, um intervalo de 2ª maior.

Observando os quadros comparativos abaixo, vamos analisar as tonalidades relativas de dó maior e lá menor, onde dó maior (C, Dm, Em, F, G, Am, e Bmb5) e lá menor (Am, Bmb5, C, Dm, Em, F e G), usam os mesmos acordes, porém em ordens diferentes. Observamos que o 6º (VIm) acorde da tonalidade maior passa a ser o 1º (Im) na tonalidade menor, o 7º passa a ser 2º, o 1º passa a ser 3º… Por isso devemos explorar muito a tonalidade de dó maior, pois ela serve de base para a compreensão de todas as outras.

Sequências harmônicas das tonalidades maiores em tríades
Sequências harmônicas das tonalidades menores em tríades

Para dominar os campos harmônicos é muito importante explorar ao máximo as possibilidades em uma única tonalidade inicialmente, porque parte do que se aplica em uma tonalidade se aplica a todas as outras. Vamos separar o estudo do campo harmônico em três partes: acordes do campo harmônico, acordes de empréstimo modal e acordes de preparação.

  • Acordes do campo harmônico: são os acordes da própria tonalidade. Tonalidade maior: I ii iii IV V vi viib5. Tonalidade menor: i iib5 I iv v VI VII.
  • Acordes de empréstimo modal: que é emprestado da tonalidade menor para a maior que tem o mesmo nome, e vice-versa. Por exemplo: acordes da tonalidade Dó menor aplicados na tonalidade de Dó maior, ou o contrário. Mas o autor pode também aplicar acordes de empréstimo de qualquer outra tonalidade. 
  • Acordes de preparação: também chamados de acordes dominantes; são acordes maiores com 7 que conectam os acordes da tonalidade sem pertencerem a ela.

O padrão harmônico ii V7 I e iib5 V7 i

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TEORIA

Introdução

Sons musicais e ruídos

As vibrações que ocorrem com o contato entre corpos produzem o som em forma de ondas, as ondas sonoras. Essas vibrações possuem frequências medidas em Hertz (Hz), e as fontes sonoras podem ser muitas, instrumentos musicais, ventos, frenagem de automóveis, etc. As ondas sonoras audíveis ao ser humano estão entre 20Hz e 20.000Hz de frequência, e se dividem em duas classes: Ondas Sonoras Periódicas (sons agradáveis – sons musicais), e Ondas Sonoras Aperiódicas (ruídos – sons desagradáveis).

As ondas sonoras audíveis produzidas por vibrações periódicas (sons musicais) possuem frequências e intervalos. Intervalo é a distância, ou relação, entre as frequências analisadas pela física, tendo i  para intervalo e f  para frequência. A frequência caracteriza a altura da nota musical, e a altura é uma das características, ou propriedades, do som, é o posicionamento sonoro em relação ao grave e ao agudo. A frequência de 440 Hz recebe o nome de nota musical Lá.

Os ruídos são empregados na música de várias formas, porém, é preciso instrumentalizá-lo de forma adequada e harmoniosa para que ele contribua com o ritmo musical. O resultado desse processo deve ser tão agradável que, deixando os conceitos da física, gere uma identidade sonora musical. Esse emprego pode se dar pelos instrumentos de percussão, pelas ações corporais (palmas, sapateados, etc.) e também pelos efeitos sonoros da natureza, da vida urbana, dos objetos, etc.

Os ruídos, na forma de sons desagradáveis, também são vivenciados na prática musical. Um dos critérios da atenção à técnica consiste em eliminar os ruídos, ou reduzi-los ao máximo. Por exemplo, ele pode se apresentar no arrastar dos dedos sobre as cordas de algum instrumento, na indelicadeza de algum movimento de execução, na vibração de alguma peça frouxa ou danificada, em algum mecanismo sem lubrificação, etc.

Propriedades Sonoras

As Propriedades sonoras são: altura, duração, intensidade e timbre; e as qualidades são: altura, intensidade e timbre.

Altura: altura, em música, é a localização do som dentro da percepção de graves e agudos. O som de um violão está entre o grave e o agudo (notas médias), o som da flauta e do violino são agudos (notas altas), e o som dos contrabaixos e da tuba são graves (notas baixas).

Duração: a duração não é uma qualidade sonora, e sim uma propriedade, por estar ligada unicamente à quantidade de tempo que um som produzido permanecerá soando. No estudo da música, as figuras de valores são unidades utilizadas para determinar a permanência do som no tempo atendendo às necessidades da composição ou do arranjo musical. As unidades de valores em uso atual são: semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa.

Intensidade: é a força empregada na emissão de uma ou mais notas musicais, medida em decibel, e sua representação é feita por sinais específicos chamados de sinais de dinâmica. É capacidade que o som tem de se apresentar forte ou fraco, ou ainda, em escalas de forte ou fraco. A intensidade é a também chamada de volume.

Timbre: o timbre é a qualidade, ou propriedade, que característica o som quanto à sua fonte, nos dando uma referência quanto ao instrumento musical usado na emissão de uma ou mais notas. Dois instrumento musicais iguais podem oferecer variação no timbre.

Características Sonoras

Uma fonte sonora produz o som que é resultado de uma série de vibrações, que chega aos nossos ouvidos através do ar na forma de ondas sonoras. A medida usada para calcular a intensidade (volume) do som é o decibel (dB). Os termos: forte e fraco, e suas variações, se referem à intensidade sonora (volume). Uma conversação normal tem medida, entre 60 e 70 dB, e a intensidade no rock pauleira mede 110 dB aproximadamente. Intensidade acima de 120 dB pode causar danos aos tímpanos, inclusive a surdez.

Dinâmica é o nome dado às variações de intensidade na composição musical.  Algumas músicas apresentam variação ou variações de dinâmica, outras mantêm a mesma intensidade do início ao fim. A velocidade das vibrações, geradas pelas fontes, determina a frequência do som (a altura) que possui uma unidade de medida chamada hertz (Hz).  É usando essa unidade (Hz) que afinamos os instrumentos. Os termos alto e baixo podem se referir a som agudo e grave (altura medida em Hz). Alto ou baixo (volume) se referem à alta ou baixa intensidade do som (dB). Sons com frequências acima de 20 000 Hz são tão agudos que não podemos ouvi-los e são chamados   sons ultrassônicos. 

Cada nota musical possui uma frequência específica. O afinadores eletrônicos demonstram isso com clareza. Timbre é a característica sonora, que nos permite identificar e diferenciar os sons. O timbre torna o som individualmente caracterizado. Densidade sonora é a quantidade de sons simultâneos que ocorrem num ambiente.

Pauta musical

Pauta com espaços e linhas suplementares

O pentagrama e suas linhas e espaços suplementares superiores e inferiores, em todas as claves, recebem os nomes das sete notas naturais, que são as notas que formam as escalas de Dó Maior e Lá Menor, além dessas, existem cinco notas chamadas enarmônicas que recebem nome de notas naturais alteradas com sustenido ou bemol, e são anotadas nas linhas e espaços dessas notas naturais.

As notas naturais são dó, ré, mi, fá, sol, lá e si, entre elas existem cinco notas sem nomes definidos, aqui representadas por x, localizadas entres cinco pares de notas: dó x ré | ré x mi | fá x sol | sol x lá | lá x si. Entres os pares mi fá e si dó não há notas.

As notas que não tem nomes definidos (x) podem usar o nome da nota anterior ou da posterior acrescidas dos sinais de alteração sustenido (#) ou bemol (b). Entre os pares mi fá e si dó não existem notas, por isso não aparece a ilustração x. Veja suas possibilidades de nomes: 1º = dó# ou réb | 2º = ré# ou mib | 3º fá# ou solb | 4º = sol# ou láb | 5º = lá# ou sib

As linhas e espaços suplementares existem para acrescentar notas com alturas superiores ou inferiores aos limites do pentagrama. De maneira geral, pode-se afirmar que subir nas linhas e espaços da partitura significa subir também na frequência das notas, alcançando as mais agudas. De forma inversa, descer significar buscar as notas mais graves, com frequências mais baixas.

As cinco linhas e os quatro espaços do pentagrama são contados de baixo para cima, o mesmo acontece com as linhas e espaços suplementares superiores; porém, as linhas e espaços suplementares inferiores são contados de cima para baixo. O número de linhas e espaços suplementares, tanto superiores quanto superiores, varia de acordo a necessidade da altura da nota a ser escrita.

Sustenido e bemol – alterações – notas enarmônicas

As notas naturais formam as escalas diatônicas de dó maior e lá menor, portanto, o pentagrama é uma representação dessas duas escalas. As notas enarmônicas são utilizadas para determinar a altura dos intervalos necessários na organização de escalas, acordes e melodias, a partir de uma nota central chamada tônica, que pode ser qualquer uma das doze notas musicais (sete naturais + cinco enarmônicas).

O sustenido e o bemol servem para representar as cinco notas chamadas enarmônicas existentes entre as sete notas denominadas naturais. Portanto, para entender as funções do sustenido e do bemol, basta saber entre quais notas naturais estão as notas enarmônicas. As notas naturais são: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si; as notas enarmônicas são: dó#, ré#, fá#, sol# e lá#, que também podem se chamar: réb, mib, solb, láb e sib, respectivamente. Então, conclui-se que existem doze notas denominadas, sete naturais e cinco enarmônicas; se cada uma delas tivesse um nome próprio não haveria sustenido e nem bemol. A necessidade  da utilização de sustenidos e bemóis existe porque o pentagrama representa unicamente as notas naturais, sendo assim, utilizam-se sustenidos e bemóis nas sete notas naturais, já presentes no pentagrama, para representar as cinco notas enarmônicas. Essa é a ordem, com sustenido, das doze notas musicais: dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá# e si. 

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Notas musicais

Notas naturais na clave de sol
Apostila de Teoria Musical para imprimir, arquivar ou visualizar aqui mesmo
Exercício para imprimir ou fazer o reconhecimento aqui mesmo
Frequências da nota lá em oito oitavas

Claves musicais

Armaduras de claves

A armadura de clave sinaliza as alterações nas escalas diatônicas. A alteração das notas naturais alteram também a ordem dos intervalos, isso possibilita subordiná-los aos padrões convencionados dos modos maior e menor formados com as notas naturais (as escalas de dó maior e lá menor). Uma armadura de clave corresponde a uma escala maior e outra menor chamada de relativa.

Armaduras de claves

Como identificar a tonalidade pela armadura de clave

Armaduras com sustenido: a nota tônica (para tom maior) está meio tom acima do último sustenido, à direita da armadura. 

Armaduras com bemol: a nota tônica (para tom maior) está no penúltimo bemol à direita da armadura.

Duas exceções: A armadura de Dó não tem sustenido e nem bemol. A armadura de Fá tem apenas um bemol, portanto não tem o penúltimo.

Identificar o tom

As doze tonalidades maiores 

Doze escalas maiores em ordem cromática com preferência enarmônica por armaduras de claves que possuam menor número de alterações ou acidentes. Por exemplo, a escala de dó sustenido é composta por sete sustenidos, enquanto, a escala de ré bemol é composta por cinco bemóis, obviamente, fica mais fácil trabalhar com ré bemol.

Doze escalas maiores em ordem cromática

FRACIONAMENTO DOS TEMPOS

O fracionamento das partes dos tempos é a multiplicação da emissão sonora, ou toques, no mesmo espaço de tempo. Nos exercícios propostos nos vídeos abaixo, cada tempo é dividido em duas e quatro partes, portanto, é necessário tocar duas, ou quatro, vezes onde se tocava apenas uma vez.

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